Secretaria da Agricultura comemora os resultados da safra 2013/2014

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Santa Catarina se destaca como um dos principais produtores de alimentos do Brasil. Os resultados da safra 2013/14 consolidam o Estado como o primeiro produtor nacional de cebola, carne suína, ostras, mariscos e pescados e o segundo maior produtor de aves, arroz, fumo e maçã. No final de 2014, o agronegócio catarinense foi reconhecido ainda pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) como o segundo mais competitivo do país.

O ano de 2014 foi muito bom para a agropecuária catarinense, com o clima cooperando e o uso de tecnologia de ponta os produtores garantiram uma boa safra. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca , Airton Spies, destaca que as chuvas foram regulares em quase todas as regiões do Estado, com algumas exceções de pequenos momentos de estiagem, mas em geral as condições foram boas para uma safra de grãos cheia.

A safra catarinense de cebola 2013/14 foi a maior da história, com uma produção de 496 mil toneladas – 31,2% a mais do que no último ano. Com praticamente a mesma área plantada da safra anterior, Santa Catarina teve uma produtividade recorde de 26.140 quilos por hectare. “Tanto a cebola quanto o alho, produtos consolidados na economia agropecuária catarinense, conseguiram participar desse bom desempenho do setor agrícola”, ressalta Spies.

O Estado mantém ainda a colocação de segundo maior produtor nacional de maçã, com uma safra de 629.437 toneladas em 17.762 hectares plantados. SC e Rio Grande do Sul concentram mais de 95% da produção nacional de maçã, respondendo por mais de um milhão de toneladas. Nos pomares catarinenses predomina a exploração dos cultivares Gala e Fuji, que representam 97% da produção.  Os produtores catarinenses investem também na produção de suco de maçã, sendo o estado o maior vendedor do produto. As exportações catarinenses de suco são principalmente para os Estados Unidos, Japão e África do Sul.

A produção de tabaco também cresceu 3% na safra 2013/14. A  região Sul é responsável por 98% da produção brasileira de fumo. Em SC a atividade envolve 47.280 produtores rurais com uma produção de 258.2 mil toneladas. O Estado destinou mais de 75 mil toneladas de fumo à exportação, o que representa US$ 386.387.000. Os principais países importadores são Bélgica, Holanda, Rússia e Estados Unidos. O secretário Spies destaca que, em 2014, os preços foram compensadores e que, com o uso de mais tecnologias, os produtores conseguiram aumentar a produtividade por hectare dando mais estabilidade ao setor.

O produto agrícola com mais dificuldade de comercialização foi o feijão, por causa da superoferta no mercado e da dificuldade na colheita. Spies explica que grande parte do feijão catarinense foi considerado “tipo 3”, que não é elegível para compras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destinadas à formação de estoques. “As normas do Governo Federal, na Política de Garantia de Preços Mínimos, prevê a compra de feijão classificado como tipo 1 e 2. Então nosso produto não encontrou mercado e isso foi um prejuízo grande para os produtores”.

O bom momento na agropecuária se estende também para os produtores de proteína animal. Santa Catarina continua sendo o maior produtor nacional de suínos e o segundo maior produtor de aves. O bom preço pago aos produtores combinado com o preço dos insumos num patamar normal, principalmente do milho, permitiram uma boa lucratividade.

Com um rebanho efetivo de aproximadamente 160 milhões de frangos, o Estado é responsável por 23,7% das exportações de carne de frango do Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango (frango inteiro, cortes, industrializados, carnes salgadas e embutidos) totalizaram 4,1 milhões de toneladas, num valor de US$ 8,08 bilhões, para países do Oriente Médio, Ásia, África e União Europeia. SC participou desse mercado com a exportação de 970 mil toneladas de carne de frango. A produção de aves catarinense está concentrada, principalmente, no Oeste, mas a atividade vem crescendo também no Norte.

A suinocultura também continua sendo o destaque da produção catarinense. O Estado é o maior produtor nacional com cerca de 850 mil toneladas, representando 24% da produção nacional em 2014. Com um rebanho efetivo estimado em 7,9 milhões de cabeças, SC é responsável por aproximadamente 35% das exportações brasileiras. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em 2014, o Estado exportou 159,5 mil toneladas de carne in natura, no valor de US$ US$ 548,3 milhões. Além da carne in natura, foram exportados também miúdos, embutidos e outros produtos.

Os principais destinos da carne suína catarinense foram Rússia, Hong Kong, Angola, Cingapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina. Em 2014, destacam-se as exportações para o Japão com 3,8 mil toneladas e receita cambial de US$ 16,3 milhões. Há dois anos, quando as exportações tiveram início, o volume era de 162 toneladas e valor de US$ 753 mil. SC é o único estado brasileiro habilitado para exportar carne suína para o Japão, devido ao seu status sanitário diferenciado.

Os setores da pesca, aquicultura e maricultura também acompanharam o bom ano para os produtores de proteína animal. SC é o maior produtor de pescados, de ostras, mariscos e mexilhões do Brasil. Em 2014, o setor conviveu com casos de interdição de áreas de cultivo por causa da presença de microalgas que produzem a toxina diarréica. “Foram constantes fechamentos e reaberturas de áreas de cultivo, mostrando que esses problemas podem ser administrados sem manchar a imagem do setor. Com o trabalho sério de monitoramento das áreas de cultivo de moluscos, nós conseguimos mostrar que se o produto está liberado para o consumo ele é um alimento seguro”.

Por fim, SC foi classificada ainda pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como um dos principais produtores de peixes de água-doce do país. Em 2014, teve uma evolução na produção de tilápias, com novas pequenas indústrias familiares aumentando a produtividade e levando produtos de qualidade ao consumidor. “Ainda há um espaço grande para a produção de peixes de água doce em nosso estado”, ressalta Spies.

A safra 2014/15 promete ser ainda maior. Com índices pluviométricos satisfatórios até o momento, há indicativo de alta produtividade para as lavouras de grãos de verão. “Estamos agora com algumas lavouras em fase de colheita, como é o caso do milho, e já registramos produtividade acima de 12 mil quilos por hectare, acima de 200 sacos de milho por hectare, o que prenuncia uma colheita muito boa baseada no aumento da tecnologia e clima favorável”, conclui o secretário.

Ana Ceron

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