Feira Nacional de Iniciação Científica está aberta à visitação

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A 1ª Feira Nacional de Iniciação Científica e 5ª Feira de Iniciação Científica Antônio Ayroso (Ficaa) iniciou na tarde de ontem (5) e prossegue até a tarde de sexta-feira (7), no Pavilhão A do Parque Municipal de Eventos, Barra do Rio Molha. São 62 trabalhos de iniciação científica de cinco estados brasileiros, sendo 20 de Santa Catarina e 42 distribuídos entre os estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Pará. Estados como Alagoas, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam confirmado inscrição, não vieram devido a falta de recurso para a viagem.

Os trabalhos expostos vão desde pesquisas feitas pelos pequeninos sobre como surge o arco-íris, como fazer massinha de modelar com produtos comestíveis, estudo sobre a substituição do leite bovino por soro de arroz em bolos, até pesquisas que reutilizam o plástico que não é mais utilizado na indústria ou o estudo de como funciona o mecanismo hidráulico, por meio de robótica e seringas com líquido.

As alunas Aline e Giovana, do 6º ano da Escola Antônio Ayroso, criaram uma massinha de modelar com leite em pó, açúcar e corantes de fruta e verdura, comestível e nutritiva. Depois fizeram uma pesquisa com as crianças do pré, usando metodologia científica, para ver o que elas acharam da invenção. Elas contam que a ideia surgiu ao perceber o quanto a irmãzinha de uma delas gostaria de comer a massinha com a qual brincava. “Resolvemos fazer uma massinha para ela brincar e depois comer. Usamos leite em pó, açúcar e corante natural, como suco de beterraba (vermelho), espinafre (verde), repolho roxo (roxo), açafrão (laranja) e chocolate em pó (marrom). Usamos essência de morango (beterraba) e de limão (espinafre) para aquelas massinhas que não estavam tão gostosas. Depois fomos até a sala do pré e esterilizamos as mesas, pedimos às crianças para lavar bem as mãos e usar tocas”, contam as pesquisadoras. Depois de brincar, as crianças do pré comeram as massinhas e responderam a um questionário sobre quais sabores mais gostaram. Como as crianças ainda não sabem ler, o questionário foi feito com figuras de carinha triste e feliz que correspondiam a “não gostei” e “gostei”, respectivamente. As respostas ao questionário resultaram em um gráfico com os sabores prediletos, separados por preferências dos meninos e das meninas.

A premiação dos melhores trabalhos acontece na tarde de sexta-feira (7). São troféus e medalhas, prêmios de destaque e credenciais para participação em feiras nacionais e internacionais. Os projetos estão inscritos em sete áreas do conhecimento: ciências agrárias, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências sociais, ciências humanas, engenharias, ciências exatas e da terra. Os prêmios-destaque vão para os trabalhos que ressaltam a sustentabilidade, o conhecimento, a criatividade e a inovação. A partir desta feira, a escola pretende criar um instituto de iniciação científica, que poderá receber bolsas de incentivo do governo federal.

Clarissa Hammes Borba de Oliveira

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