Encontro de saúde mental debate o uso de drogas

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“Somos todos usuários” é o tema do 5º Encontro de Saúde Mental da Amvali e 6º Encontro de Saúde Mental de Jaraguá do Sul, que acontece hoje (7) pela manhã e tarde no Centro de Profissionais Liberais (CPL). Mais de 200 profissionais da área da saúde, assistência social e educação da região da Amvali discutem de que forma podem aprimorar o atendimento ao usuário de álcool e outras drogas.

A psicóloga do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), Maria Natália Machado, membro da comissão organizadora do evento, explica que os palestrantes debatem a redução de danos aos usuários, a história da droga no mundo, os direitos legais dos usuários e a abordagem por parte da Polícia Militar.

À tarde uma mesa redonda possibilita a troca de experiência com relação à prática do trabalho com o usuário. São profissionais convidados para presidir a mesa Joice Pacheco, psicóloga da Prefeitura de Joinville; Matheus Vinícius Munhoz, psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) de Jaraguá do Sul; Jean Paulo da Silva, psicólogo do Núcleo de Apoio da Saúde da Família (Nasf) de Massaranduba; e Marina Canuto Correa, médica da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Jaraguá do Sul.

Jaraguá do Sul atende atualmente cerca de 200 usuários de álcool e outras drogas no Caps AD e Capsi. São 22 profissionais que atuam nos dois centros e atendem esses usuários. O principal desafio, de acordo com a coordenadora de Saúde Mental de Jaraguá do Sul, Denise Thum, também coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Mental da Amvali, é melhorar a visão que se tem do usuário. “Precisamos ver primeiro a pessoa e depois a droga. E não o contrário. Nós costumamos rotular a pessoa como ‘aquele maconheiro’, ‘aquele perdido na droga’, ‘aquele não tem mais jeito'”, lembra. Denise ressalta que as políticas públicas de saúde mental precisam dar atenção integral e contínua aos usuários, independente de recaídas ou pioras no quadro do vício. “Cuidamos, na rede pública, do diabético, mesmo que ele continue comendo açúcar. Assim também deve ser com o usuário de droga, mesmo que ele continue usando entorpecentes”, cita. Outro desafio é a criação de serviço 24 horas onde o usuário tenha um lugar para ser atendido à noite ou de madrugada e também um local para se desintoxicar.

Clarissa Hammes Borba de Oliveira

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