Dia da Água: Rota das cachoeiras recebe comunidade

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O Samae em parceria com a Fujama, Comitê Itapocu e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Emílio Fiorentino Battistella – mais conhecida como a Rota das Cachoeiras – realizaram no sábado (11/03), encontro aberto à comunidade e aos membros do Comitê para discutir a importância das nascentes da Bacia do Itapocu. A ação faz parte da programação em comemoração ao Dia Mundial da Água.

A água doce é considerada elemento indispensável para manutenção da vida na terra. Ela também é responsável pela manutenção das necessidades básicas como saúde, produção de alimentos e a continuidade dos ecossistemas. Essa importância, associada à grande possibilidade de sua escassez, faz com que a conservação e a recuperação das nascentes de água, se tornem um instrumento essencial para manutenção e qualidade de vida das futuras gerações.

As nascentes abastecem riachos, córregos e cursos d’água e também os rios. “Se não houver a proteção destas nascentes, muito provavelmente a vazão de água disponível nos cursos d’água será prejudicada afetando sua qualidade e principalmente, o meio a sua volta”, ressaltou Felipe H. D. Oliveira, geógrafo e professor de geografia.

Após apresentação e discussão dos temas sobre as nascentes, os participantes das cidades de Corupá, Jaraguá do Sul, Joinville e Massaranduba iniciaram a subida às 14 cachoeiras que formam a Rota das Cachoeiras e que são abastecidas pelo Rio Novo. Elas estão localizadas numa área de 100 hectares com desnível aproximado de 600 metros.

Durante o percurso enfatizou-se a importância ecológica da reserva que está inserida em um dos últimos remanescentes de Floresta Atlântica de Santa Catarina, ecossistema brasileiro que apresenta hoje menos de 8,8% de sua área original.

Além da importância ecológica, a água forma um reservatório orgânico, servindo como uma caixa d’água e se tornando um filtro natural para as sete cidades do Vale do Itapocu, que atende aproximadamente 400 mil pessoas. Cerca de 40% do abastecimento das cidades vem deste rio.

Durante a trilha denominada “Passa Águas” foi possível realizar a observação da fauna e flora com suas exuberantes árvores. Após um percurso de 2.950m o grupo chegou na última cachoeira, que tem 125m de queda, denominada Salto Grande. “Com certeza, esta é uma das paisagens mais lindas e gratificantes que se pode ver e tudo contribuí para deixá-la ainda mais encantadora, a vegetação diferente, a forma como o rio segue seu percurso, o paredão de pedra, nada ali tem algo a melhorar ou acrescentar, é simplesmente perfeito”, enalteceu Alessandra Stinghen, responsável pela área de Gestão Ambiental do Samae.

Foto: Alessandra Stinghen

Ricardo Portelinha

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