Casos de depredação do patrimônio público causam prejuízos aos contribuintes

A deformação da placa localizada na Rua Sizino Garcia, no Santo Antônio, demonstra o tamanho da força aplicada na depredação

A deformação da placa localizada na Rua Sizino Garcia, no Santo Antônio, demonstra o tamanho da força aplicada na depredação

A Diretoria de Trânsito e Transportes contabiliza, todos os dias, situações de depredação do patrimônio público, como placas de sinalização inutilizadas, quebra de espelhos convexos e até da sinalização horizontal, demarcada através de pintura, provocando prejuízos ao bolso do contribuinte. Vale lembrar que depredar o patrimônio público tem penalidade de detenção prevista pelo código penal. Em algumas situações, os responsáveis são identificados e intimados a ressarcir o valor. Isso é possível quando a via conta com sistema de monitoramento ou através de denúncia, mas, na maioria dos casos, quem paga a conta é o contribuinte, na medida em que os equipamentos são substituídos.

Em uma rápida passada pelo centro da cidade e no bairro Amizade na manhã de ontem (22), foram contados três espelhos que deveriam servir de orientação aos motoristas, danificados. Um na Rua Irmão Magno, no Amizade; outro no cruzamento das Ruas Amazonas e José Emmendoerfer, cenário recente de acidentes, que teve a implantação de uma faixa elevada; e um na Rua Domingos da Nova, substituído duas vezes em apenas um ano. Cada espelho custa R$ 290,00 aos cofres públicos, de acordo com informações da diretoria.

Quando a situação envolve placas de sinalização, a questão é mais evidente. Sem contar o sumiço, há casos de entortamento do aço galvanizado, que promove a fixação da placa, danificação ou alteração da sinalização, ou, ainda, a rotação da placa, uma ação irresponsável que inviabiliza a informação necessária para o motorista. Uma placa de “pare”, por exemplo, custa R$ 210,00; a que contém o nome das ruas, R$ 220,00. Só o tubo de aço galvanizado tem um custo de R$ 100,00.

Um ato de vandalismo chama a atenção na Rua Pastor Albert Schneider, na Barra do Rio Cerro. A ciclofaixa foi pintada no sábado (17) e um ciclista resolveu passar com os pneus sobre a tinta ainda fresca, sujando o asfalto por centenas de metros. Há, também, de acordo com o diretor de trânsito, Rogério Luiz Kumlehn, a depredação de pontos de abrigos de passageiros, num total de 600 espalhados pela cidade. Em muitos casos, os espaços recebem propagandas, o que não é permitido, poluindo visualmente o espaço. A diretoria disponibilizou verba de R$ 552.619,32 empenhada na instalação de 138 novos abrigos. A ideia inicial é de recuperação, troca ou manutenção de todos os 600 abrigos espalhados pela cidade até o fim deste ano, quando a fiscalização sobre propaganda indevida deverá ser ampliada.

A ciclofaixa da Rua Pastor Albert Schneider foi pintada recentemente, mas ciclista resolveu passar com os pneus sobre a tinta ainda fresca;

A ciclofaixa da Rua Pastor Albert Schneider foi pintada recentemente, mas ciclista resolveu passar com os pneus sobre a tinta ainda fresca;

Pedro Bortoloti Junior

Pin It