Cadastramento para participar do Projeto Bônus Eficiente da Celesc começa nesta segunda-feira

Consolidando um grande marco para a tecnologia de microgeração distribuída em Santa Catarina, a Celesc inicia, na segunda-feira, 20 de fevereiro, o cadastramento de interessados em participar do Projeto Bônus Eficiente – Linha Fotovoltaica.

A abertura das inscrições e os critérios de adesão foram temas do encontro com a imprensa na manhã desta sexta-feira, 17, na sede da Celesc. O evento contou com a participação dos presidentes da Celesc, Cleverson Siewert; da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini e da Engie Geração Solar Distribuída, Rodolfo Sousa Pinto.

O projeto proporcionará a instalação de sistemas fotovoltaicos em mil residências catarinenses com 60% de desconto. A iniciativa tem a parceria da Engie, que ganhou o processo licitatório para instalar os sistemas.

Inédito no Brasil, por conta de suas características, o Bônus vai acelerar a popularização da microgeração fotovoltaica no país ao investir recursos de R$ 11,3 milhões do Programa de Eficiência Energética PEE/Celesc. Os consumidores aprovados no cadastro terão acesso ao sistema fotovoltaico de 2,6kWp, pagando 40% do custo total praticado no mercado, ou seja, em torno de R$ 6,7 mil.

O benefício principal para o consumidor é a economia na conta de energia elétrica que, após a instalação dos painéis fotovoltaicos, pode chegar a R$ 2 mil por ano. Com isso, o investimento individual no sistema será recuperado em pouco mais de três anos.

O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, destacou o mérito da iniciativa: “É uma ação de eficiência energética inédita em território nacional considerando o subsídio à microgeração com sistema fotovoltaico. Santa Catarina estará na vanguarda dessa tendência. Vamos quadruplicar o número de residências no estado com esses sistemas e a potência total instalada passará dos atuais 2,8MW para 5,4 MW”, disse.

Há ainda outras vantagens: “O Bônus Fotovoltaico estimula o uso racional da energia elétrica, contribui para reduzir o carregamento do sistema elétrico e aumenta a diversificação da matriz energética brasileira, fortalecendo o uso de uma fonte de energia limpa”, disse Siewert.

O investimento total do projeto é de R$ 17 milhões, somando a contrapartida de R$ 6,7 milhões de quem adquirir o sistema. Ao participar do projeto, cada contemplado terá direito ainda a receber cinco lâmpadas LED.

Para participar, os interessados precisam atender aos requisitos necessários, como área mínima de 20m² disponível no telhado e consumo médio superior a 350 kWh nos últimos 12 meses (veja lista completa adiante). Serão contemplados mil consumidores que cumprirem todos os requisitos.

Instalação

O processo de instalação será realizado pela Engie Solar, uma subsidiária da Engie, maior geradora privada de energia elétrica do país, e já implantou centenas de sistemas fotovoltaicos em todo o Brasil.

O CEO da Engie Solar, Rodolfo Souza Pinto, informou que a instalação dos mil sistemas se realizada em 12 meses. “Todas essas micro usinas fotovoltaicas serão monitoradas até janeiro de 2019. Temos experiência nesse mercado, o que garante a qualidade e segurança de nossos serviços”, afirmou.

Ele informou ainda que a instalação será por “ordem de cadastro”, em que os primeiros inscritos recebem antes o seu sistema, mas existe ainda um critério por região: “Assim, a ordem de instalação deve obedecer à localização de cada residência, por questões de logística”, concluiu.

Sustentável

O Projeto Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica promoverá um ciclo virtuoso de sustentabilidade em Santa Catarina, promovendo a cultura de eficiência energética associado à a microgeração solar distribuída. “Amigos, vizinhos e familiares dos consumidores que participarem do projeto perceberão que os sistemas fotovoltaicos são uma opção viável para gerar a energia para abastecer a própria residência, usando uma fonte ‘limpa’, como é o caso da energia solar, e vão desejar investir nisso também”, disse Souza Pinto.

Saiba Mais – Requisitos para participar do Projeto Bônus Eficiente Linha Fotovoltaica:

  • Consumidor residencial deve estar adimplente com a Celesc, ou seja, não pode ter dívidas com a empresa;
  • O cadastro (ou inscrição) é realizado via internet. Caso todos os requisitos sejam atendidos, o consumidor entra para a lista de instalação, ficando passível ainda de rejeição caso sua unidade consumidora apresente problemas na inspeção prévia, antes da instalação;
  • A residência deve possuir área disponível mínima de 20m² no telhado para instalação, livre de sombreamentos por árvores, prédios vizinhos etc;
  • O telhado deve estar voltado para o Norte (com desvio admitido +/- 30°);
  • A inclinação do telhado pode variar de 20° a 35° em relação ao plano horizontal;
  • A unidade consumidora deve ter consumo mensal de 350 kWh ou acima, nos últimos 12 meses;
  • O consumidor precisa ter disponibilidade de recurso para pagar a contrapartida;
  • A unidade consumidora precisa dispor de acesso à rede de internet/WiFi;
  • Cada consumidor poderá se inscrever para receber somente um sistema de 2,6 kWp.

Como funciona o sistema?

  • Um sistema de energia solar fotovoltaico, também chamado de sistema de energia solar ou ainda sistema fotovoltaico, é capaz de gerar energia elétrica por meio da captação da radiação solar. Os sistemas fotovoltaicos isolados são instalados em locais remotos ou onde o custo de se conectar a rede elétrica é elevado. Estão nesse caso casas de campo, refúgios, sistemas de iluminação, telecomunicações e de bombeio de água, entre outros. Os sistemas conectados à rede substituem ou complementam a energia elétrica convencional disponível na rede elétrica urbana;
  • Um sistema isolado necessita de baterias e controladores de carga, já os sistemas conectados à rede funcionam somente com painéis e inversores, pois não precisam armazenar energia;
  • Na instalação do sistema fotovoltaico, os medidores existentes nas unidades consumidoras serão substituídos por medidores bidirecionais, que permitem registrar a quantidade de energia gerada por meio das placas fotovoltaicas e injetada no sistema elétrico da Celesc;
  • Por meio do sistema fotovoltaico oferecido pelo projeto, o consumidor vai gerar energia para seu consumo próprio e a geração excedente será injetada no sistema elétrico da Celesc, sendo transformada em crédito para o consumidor. Esse crédito poderá ser usado durante um período de até cinco anos para ‘pagar’ a energia consumida na residência com o sistema fotovoltaico instalado ou em outra unidade consumidora residencial de mesma titularidade, desde que conectada ao sistema da Celesc.
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