De 1 a 10, que nota você daria para o seu casamento?

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Os especialistas em terapia de casais asseguram que os pacientes chegam a seus consultórios quando o relacionamento está deteriorado, tempos depois de começar a pensar que algo já não funciona. Então, se podemos restaurar nosso projeto em comum, por que não fazer uma avaliação antes de deixar chegar a este pondo?

Avaliar nossa relação para tentar descobrir onde falhamos e quais são os elementos que geram mais tensão entre nós pode ser a chave para buscar soluções em curto, longo e médio prazos.

Por outro lado, por que não ficarmos contentes ao ver os pontos em que estamos unidos? Por que não comemorarmos que ambos estamos muito satisfeitos com o relacionamento que temos?

Tente responder a este teste sozinho, e, logo depois, compare com as respostas de seu cônjuge para descobrir, se for o caso, o que motiva a troca constante de injúrias ou a falta de acordo em algumas questões.

1- Como são nossas demonstrações de carinho? São mais frequentes ou cada vez mais escassas? Quantas vezes por dia nos beijamos?

2 – Quais são os motivos pelos quais discutimos com mais frequência? Geralmente é por causa das tarefas domésticas, dos filhos, ou do dinheiro…? Nessas discussões, perdemos o controle de nossas emoções? Com que frequência?

3 – Geralmente, concordamos com os planos que fazemos no nosso tempo livre? Quem geralmente cede se houver planos diferentes? Quanto tempo dedicamos a nós dois por semana?

4 – Como é a relação com a família do outro? Normalmente, concordamos em estabelecer nossos limites como casal em relação a eles? A opinião da família tem muita relevância e prevalece sobre as nossas?

5 – Com que frequência mantemos relações sexuais? Cuidamos da vida sexual? Vemos, nela, outras formas de nos comunicar?

6 – Quantas vezes pensamos que deveríamos nos separar? Com que periodicidade pensamos que não dá mais para vivermos juntos? Sendo honestos, chegou o momento de recorrer à terapia de casais para arrumarmos nossa vida?

7 – Compartilhamos a mesma crença religiosa? Rezamos juntos? Com que frequência? Nossa fé nos ajuda a ver o outro como alguém que precisa ser cuidado?

8 – Falamos sobre temas mais transcendentais do que os referentes ao dia a dia? Sentimos que compartilhamos uma cumplicidade que seria impossível conseguir com outra pessoa?

9 – Temos algum projeto em comum? Somos capazes de ceder para o bem do outro e do casal? Seríamos capazes de renunciar algo decisivo para cada um se isso coloca em risco a estabilidade de nossa união?

10- Estamos satisfeitos com a relação? Estamos felizes? De 1 a 10, que nota daríamos para nossa relação? Acreditam que a situação em que se encontram pode melhorar?

Algumas dessas perguntas foram inspiradas na Escala de Ajuste Diádico (conhecida pela sigla DAS, em inglês), o método mais utilizado internacionalmente pelos terapeutas de casais para avaliar a qualidade de uma relação.

Desde sua criação, nos Estados Unidos, em 1976, as 32 perguntas que aparecem no teste têm servido para que os especialistas conheçam onde estão as diferenças e a origem da tensão na convivência. O teste original mede o grau de consenso, a satisfação que sentimos na relação, a coesão e a expressão afetiva.

Estarmos coesos em assuntos de grande importância no nosso casamento é vital para que sejamos felizes. Sem buscar pontos em comum e sem que cada parte do casal ceda em alguma parcela pessoal para buscar esse ponto em comum, com o tempo, a distância ficará maior entre ambos.

Vamos ser mais espertos do que a força que pode nos separar. Vamos nos ajudar a adotar posturas ao invés de ficarmos indiferentes sobre o que nos separa. Julgamo-nos muito em cada decisão, em cada discussão, em cada palavra pronunciada no momento errado.

A Escala de Ajuste Diádico inclui uma pontuação de acordo com nossas respostas, porém, sem dúvida, a melhor qualificação não é a que temos agora e, sim, aquela a que queremos chegar. E essa é a que devemos ter em mente a cada dia, não a circunstância de que partimos.

O casamento é uma corrida de distância e, em cada etapa, não teremos as mesmas respostas. Por isso, guardem essas perguntas e, na periodicidade que vocês determinarem, respondam-nas novamente.

Cada dia, nos fortalecemos juntos, e isso é muito maior e valioso do que se cada um o fizesse em particular. Quando entramos sorridentes em nossa casa pela primeira vez, ninguém falou que poderia haver tensão no corredores, nem que, em nossa mente, surgiriam injúrias que soltamos e ferem muito mais do que qualquer golpe. Mas, se alguém nos falar do trabalho em equipe e do exame para ver o começo do caminho que falta para andar, certamente encontraremos forças para melhorar nossa vida a dois.

Nossa unidade gerará em nós uma satisfação que é impossível alcançar se cada um olhar para si mesmo sem observar o caminho junto ao outro (o já caminhado, o presente e o que falta percorrer).

Aleteia.

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